sexta-feira, 25 de julho de 2008

15 jul. - parte II

vou deixar a baba escorrer pelo canto da boca, os dentes rangerem, o ódio espumar. mas a verdade é que essa coisa toda de ser útil, ser humano e não-indigente acaba com qualquer um. mire e veja, atire, atire, mata-me depressa que não quero, não quero esse café pequeno, que não quero esse café, atire que eu quero veneno, veneno tremendo. não sei mais nada e dói cad vez mais fazer tudo igual, ser sempre tão estúpida e ter dó de mim. eu sou de quem não posso escapar. tudo me aniquila, tudo que é feito por mim. eu tenho poucas ilusões e elas foram laceradas e enviadas à marte.

15 jul. - parte I

eu vou matar qualquer coisa que respire e se desenvolva, tô com o fogo do apocalíptico fim do/de mundo. out of control. out of the world. out of the words.

sábado, 19 de julho de 2008

Cansaço nas pernas e na mente.
Solução: Jogar tudo de pernas pro ar,
mente em pouca ambição.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Porque não poder amar, sou partida.
Por pudor, sou impura.
Por despudor, dura.

sábado, 12 de julho de 2008

Como quisesse gastar tesouro latente, abri os sorrisos, alegrei com o mundo, beijei a passarela. Era ela, era ela.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

rompante

Porque me perco em moléculas do ar, te vejo como algum veloz cometa, estarei eu no céu e você em fuga. Me alimento de ilusões vagas como estrelas e o tempo passa lento e turvo. Curvo o braço ao ventre e recolho meus cacos da poltrona e sim, posso sonhar. Não, decididamente não sou cruel porém fria e calculista. Letras me são miragem.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Por esses dias vou sentir qualquer saudade e qualquer dor com sorrisos e berros baixinhos. Tudo foi apenas sonho, mordo os caroços pendentes.